A partida é de São
Paulo – Capital. Uma segunda-feira
daquelas infernais com trânsito de sempre: parado. Nesta família, a qual me insiro nunca se tem
pressa pra nada. A verdade de que iria para o mato literalmente e não vou pra
lugar algum sem meus remédios e outros pertences como dois travesseiros
pequenos; comecei a fazer as malas uma semana antes e fui separando, bolsa de
remédio, bolsa de cosméticos, sacola de sapatos, conferi blusas, shorts,
bermuda, vestidos, lingerie, alguns acessórios, toalhas, (roupas de calor e
roupas de frio) e assim foi a semana toda se lembrando de cada detalhe. Pasme
que tenho que fazer uma mala nova de tecnológicos: celulares (dois); note; fone
de ouvido; carregadores; um tem que ser universal para emergência; as baterias;
a máquina fotográfica com carregador de bateria e cartão de memória; não
esquecer um pen drive para imagens e o de música que não pode ter imagens. .
.Vige só aumenta coisa! Nossa já ia
esquecendo os óculos de leitura para pequena distância e média distância do
computador. Levei vários de reserva. Duro mesmo é lembrar onde guardou cada
item. Quase fiz um índice para por no celular.
Chegou à manhã da
segunda-feira! Malas prontas!
A casa! Dinheiro da
diarista! Esvaziar geladeira! Tirar todos os lixos! Verificar janelas! Desligar
filtros de linha (tv, som, computador)! Desligar aquecedor! Todas as portas
engatadas no fixador de chão para não bater!
A mala da
cachorrinha que vai ficar no hotel do pet. Um peça de roupa usada com nosso
cheiro para que se sinta segura. Brinquedos, osso, ração, tapete higiênico,
almofada. E, no fundo do coração queria mesmo é leva- lá comigo. Até achei hotéis que aceitavam. Mas, a viagem
é longa e tem as paradas para refeição; além disso, os passeios são demorados e
vai ficar latindo sozinha no hotel.
Melhor solução foi o pet.
“Planejei sair as
8:45 h.” E, até acertar tudo saí mais de
10:00 h.
Deixamos ‘Dara’ no
pet. Fomos abastecer, calibrar e
verificar água e óleo do motor, do carro.
Aí começou: por completar o tanque
a pequena ganhou um cookie e foi pegar na conveniência; pois é, voltou
quase chorando de dor. ( Eu teria dado o maior berro) pois ela havia fechado a
porta do carro com o dedão da mão direita junto. Voltei pra casa. Colocar gelo e passar uma
pomada.
Acabamos saindo
efetivamente mais de 11 horas e
encontramos com um transito maior ainda do rush de almoço.
Depois de 1:30 h
conseguimos acessar a rodovia Castelo Branco. Ufah!
Assim começa as
férias!
Perto do quilometro
72 paramos no shopping road: (http://www.roadshopping.com.br/) _ almoçar e
esticar as pernas.
Depois retomar a
viagem até Araçatuba/SP, mais 500 Km a
frente. Chegamos as 18:30 hs. Optei pelo
hotel IBIS para a pernoite. Ficamos bem acomodadas: cama boa, ducha boa,
conforto e café da manhã opcional. Além disso, serve massa com grelhado a
noite.
Optamos por
conhecer o Shopping local. Jantamos e caminhamos
um pouco, porque no dia seguinte a estrada era longa. Previsão de mais 474 Km até
Campo Grande/MS.
2º Dia
2º Dia
No dia 16, logo
após o café da manhã retomamos a estrada (SP300) e seguimos na direção de Andradina, Três Lagoas e território mato-grossense.
Essa região do
Estado de São Paulo me é muito familiar. Visitei toda ela com meus pais que se
conheceram em Valparaíso, depois de
Bento de Abreu _ cidade que minha tia avó: Luíza, mandava e desmandava na
qualidade de primeira dama. Era enérgica e saia empunhando seu guarda chuva para
inibir atos injustos. Temida e respeitada.
O agronegócio e a
pecuária predominam. A terra toda é produtiva e denota beleza e muito cuidado. Além de pastos imensos vai alternando com
vegetação de proteção de nascentes e rios com muitos ipês amarelos floridos,
que encantam os olhos.
A rodovia é boa e
bem cuidada, com o custo de diversos pedágios
de valores diversos, sendo que o mais alto de R$ 10,80.
Seguimos direto até Três
Lagoas; ao chegar um deslumbramento com a barragem de Jupiá:
A travessia pela
barragem é bem lenta e com muitos radares. Mesmo com o dia parcialmente nublado
é muito bonito. Continuando atravessamos a cidade de Três Lagoas e nos
deparamos com uma rodovia mal cuidada e sem acostamento. Tem um degrau de 20 cm
a 40 cm para um chão irregular de terra ( meio assustador) por que tem muitos
caminhões e a ultrapassagem é perigosa. Também não há postos de combustível com
regularidade e adotamos a condição de manter o indicador de combustível do
painel do carro sempre no mínimo com meio tanque, para não ser surpreendido sem
seguir viagem.
A surpresa
agradável da paisagem diferente com pastos amplos, imensos, lotados de gado.
Nesses pastos mantiveram árvores esparsas para fazer sombra a criação, pois o
sol apareceu e o calor chegou rápido e tivemos que passar o protetor solar. A
celulose é outro indicativo de riqueza dessa região, pois são muitas plantações
de eucalipto a perder de vista. Nas
margens de segurança da estrada se mantém a vegetação nativa, assim como, as
margens dos rios e nascentes (por força de legislação ambiental). Ao apreciar
esse cenário recebi a primeira de muitas alegrias, a visão de um tucano pousado
num galho seco e no alto de uma árvore marginal. Quanto mais avançávamos a oeste
do Brasil menos veículos encontrávamos. A estrada vazia é uma delícia de
dirigir.
Hora de parar para
abastecer e almoçar, a cidade é Água Clara. A comida foi bem simples, num lugar
rústico e seguimos para Ribas do Rio Pardo e depois, finalmente: Campo
Grande/MS. Com um diferencial enorme, a estrada BR 262 depois de Água Clara é
boa, bem asfaltada, com acostamento bom e até terceira pista para as subidas
mais longas. Esse aspecto tornou a viagem muito agradável e chegamos à capital
do Estado de Mato Grosso do Sul ainda dia, graças a Deus; por que a sinalização
é péssima e tivemos que parar diversas vezes para encontrar o endereço do hotel
Ibis na Av. Mato Grosso. Bem, nos instalamos e jantamos lá mesmo. Com a noite
quente e bonita optamos por caminhar um pouco. Descobrimos que havia um city
tour com saída às 14 horas no dia seguinte e que há uma feira permanente de
artesanato de quarta-feira a domingo a partir das 17 horas; com isso a programação
do dia seguinte já estava pronta.
3º Dia
Descansamos até as
9 h e após o café da manhã saímos para rodar a cidade; conhecer o centro comercial
e bancário de Campo Grande/MS. Difícil se localizar nessa cidade com
pouquíssimas placas indicativas. Depois de rodar bastante, descobrimos que
existem duas vias principais: Avenida Afonso Pena e a Avenida Mato Grosso;
ambas cortam a cidade interligando saídas para rodovias, são amplas, porém com
muito trânsito.
Seguimos para o
Shopping para almoçar (fica na Avenida Afonso Pena) é moderno, amplo também e
tem todas as lojas de São Paulo). Como não sabíamos se havia estacionamento na
saída do city tour, optamos por deixar o carro no shopping e fomos de taxi.
Fica na Avenida
Afonso Pena em direção a Avenida Duque de Caxias, avenidas dos quartéis e saída
para Aquidauana. O local é designado por Morada do Baís ( sobrenome de uma
família importante de lá). É um casarão restaurado, que comporta um museu e um
centro de informações turísticas da região.
O sol estava a pino
e o calor começava a incomodar; ( não havia conseguido o horário da manhã devido
há uma excursão de crianças). Acabamos cobrando bonés e água, pois o ônibus de
turismo é aberto e a melhor vista é do andar superior. Nos unimos ao grupo da
terceira idade da tarde e seguimos para conhecer um pouco da cidade e da
história de Campo Grande/MS. Partida as 14 h e previsão de retorno as 18 h.
Aprendemos que
Campo Grande foi fundada por mineiros e colonizadas por eles. Que essas terras
originalmente pertenciam a 7 (sete) etnias indígenas diferentes. Que esses índios
vivem na periferia da cidade e outros em aldeias pelo estado. A cidade tem um
cuidado especial com sua arborização e que não existem mais favelas nesse
local.
* No retorno entre
Sidrolândia e Campo Grande encontramos quilômetros de acampamentos de beira de
estrada na proximidade com a capital, que presumimos serem antigos, pois tem
até placas solicitando a diminuição da velocidade em virtude dessa situação
social habitacional.
A cidade tem muitos
parques e estão construindo um gigantesco aquário futurista para abrigar os
peixes da região. Pretendemos retornar para visitar.
Fomos ao Museu Indígena
que se localiza dentro do parque de mesmo nome;
nesse local preservam os registros feito por padres missionários, que na
qualidade de educadores preservaram e anotaram informações sobre a cultura indígena.
Depois visitamos
uma feira de artesanato bem modesta dos índios que se estabeleceram na saída
para Três Lagoas (BR 262). Ouvimos uma palestra rápida sobre a vida deles e
seus hábitos; compramos uma travessa de barro pra peixe e um abanador, que é
traçado numa única folha de palmeira e arrematado no próprio talo da mesma,
muito bem feito.
Seguimos para
conhecer o centro político administrativo do Estado de Mato Grosso do Sul; pois
dentro de uma reserva ambiental fizeram o palácio de governo e todas as
secretarias, cada um dentro de uma área específica sem prejudicar a mata nativa
e inclusive mantendo os animais silvestres locais.
Retornamos ao ponto de
saída já com um trânsito pesado de final de dia, porém com um por do sol
maravilhoso. Pegamos o carro no shopping e seguimos para feira de artesanato
permanente. Onde serve o famoso sobá, o prato japonês que tem até uma estatua
em Campo Grande; essa cidade abriga a terceira maior colônia japonesa do
Brasil, que foi para lá a fim de trabalhar na estrada de ferro; e por se tratar
de um prato muito nutritivo foi adotado por eles e teve o seu reconhecimento
público; nessa feira é servido como prato principal entre outros orientais ( os
quentes e frituras). Além de ter mais de duzentos Box que vendem um pouco de
tudo. Comemos e andamos muito. Fomos direto ao hotel para dormir.






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