DIÁRIO DE VIAGEM de São Paulo/SP a Campo Grande/MS

PRIMEIRO  DIA _ SAÍDA  DIA  15 DE  SETEMBRO


A partida é de São Paulo – Capital.  Uma segunda-feira daquelas infernais com trânsito de sempre: parado.  Nesta família, a qual me insiro nunca se tem pressa pra nada. A verdade de que iria para o mato literalmente e não vou pra lugar algum sem meus remédios e outros pertences como dois travesseiros pequenos; comecei a fazer as malas uma semana antes e fui separando, bolsa de remédio, bolsa de cosméticos, sacola de sapatos, conferi blusas, shorts, bermuda, vestidos, lingerie, alguns acessórios, toalhas, (roupas de calor e roupas de frio) e assim foi a semana toda se lembrando de cada detalhe. Pasme que tenho que fazer uma mala nova de tecnológicos: celulares (dois); note; fone de ouvido; carregadores; um tem que ser universal para emergência; as baterias; a máquina fotográfica com carregador de bateria e cartão de memória; não esquecer um pen drive para imagens e o de música que não pode ter imagens. . .Vige só aumenta coisa!  Nossa já ia esquecendo os óculos de leitura para pequena distância e média distância do computador. Levei vários de reserva. Duro mesmo é lembrar onde guardou cada item. Quase fiz um índice para por no celular.
Chegou à manhã da segunda-feira!  Malas prontas!
A casa! Dinheiro da diarista! Esvaziar geladeira! Tirar todos os lixos! Verificar janelas! Desligar filtros de linha (tv, som, computador)! Desligar aquecedor! Todas as portas engatadas no fixador de chão para não bater!
A mala da cachorrinha que vai ficar no hotel do pet. Um peça de roupa usada com nosso cheiro para que se sinta segura. Brinquedos, osso, ração, tapete higiênico, almofada. E, no fundo do coração queria mesmo é leva- lá comigo.  Até achei hotéis que aceitavam. Mas, a viagem é longa e tem as paradas para refeição; além disso, os passeios são demorados e vai ficar latindo sozinha no hotel.  Melhor solução foi o pet.
“Planejei sair as 8:45 h.”  E, até acertar tudo saí mais de 10:00 h.
Deixamos ‘Dara’ no pet.  Fomos abastecer, calibrar e verificar água e óleo do motor, do carro.  Aí começou: por completar o tanque  a pequena ganhou um cookie e foi pegar na conveniência; pois é, voltou quase chorando de dor. ( Eu teria dado o maior berro) pois ela havia fechado a porta do carro com o dedão da mão direita junto.  Voltei pra casa. Colocar gelo e passar uma pomada.
Acabamos saindo efetivamente mais de  11 horas e encontramos com um transito maior ainda do rush de almoço.
Depois de 1:30 h conseguimos acessar a rodovia Castelo Branco. Ufah!
Assim começa as férias!
Perto do quilometro 72 paramos no shopping road:   (http://www.roadshopping.com.br/) _ almoçar e esticar as pernas.
Depois retomar a viagem até Araçatuba/SP,  mais 500 Km a frente. Chegamos as 18:30 hs.  Optei pelo hotel IBIS para a pernoite. Ficamos bem acomodadas: cama boa, ducha boa, conforto e café da manhã opcional. Além disso, serve massa com grelhado a noite.

Optamos por conhecer o Shopping local.  Jantamos e caminhamos um pouco, porque no dia seguinte a estrada era longa. Previsão de mais 474 Km até Campo Grande/MS.

2º Dia


No dia 16, logo após o café da manhã retomamos a estrada (SP300) e seguimos na direção  de Andradina, Três Lagoas e território mato-grossense.
Essa região do Estado de São Paulo me é muito familiar. Visitei toda ela com meus pais que se conheceram  em Valparaíso, depois de Bento de Abreu _ cidade que minha tia avó: Luíza, mandava e desmandava na qualidade de primeira dama. Era enérgica e saia empunhando seu guarda chuva para inibir atos injustos. Temida e respeitada.
O agronegócio e a pecuária predominam. A terra toda é produtiva e denota beleza e muito cuidado.  Além de pastos imensos vai alternando com vegetação de proteção de nascentes e rios com muitos ipês amarelos floridos, que encantam os olhos.




A rodovia é boa e bem cuidada, com o custo de diversos pedágios  de valores diversos, sendo que o mais alto de R$ 10,80.
Seguimos direto até Três Lagoas; ao chegar um deslumbramento com a barragem de Jupiá:





A travessia pela barragem é bem lenta e com muitos radares. Mesmo com o dia parcialmente nublado é muito bonito. Continuando atravessamos a cidade de Três Lagoas e nos deparamos com uma rodovia mal cuidada e sem acostamento. Tem um degrau de 20 cm a 40 cm para um chão irregular de terra ( meio assustador) por que tem muitos caminhões e a ultrapassagem é perigosa. Também não há postos de combustível com regularidade e adotamos a condição de manter o indicador de combustível do painel do carro sempre no mínimo com meio tanque, para não ser surpreendido sem seguir viagem.
A surpresa agradável da paisagem diferente com pastos amplos, imensos, lotados de gado. Nesses pastos mantiveram árvores esparsas para fazer sombra a criação, pois o sol apareceu e o calor chegou rápido e tivemos que passar o protetor solar. A celulose é outro indicativo de riqueza dessa região, pois são muitas plantações de eucalipto  a perder de vista. Nas margens de segurança da estrada se mantém a vegetação nativa, assim como, as margens dos rios e nascentes (por força de legislação ambiental). Ao apreciar esse cenário recebi a primeira de muitas alegrias, a visão de um tucano pousado num galho seco e no alto de uma árvore marginal. Quanto mais avançávamos a oeste do Brasil menos veículos encontrávamos. A estrada vazia é uma delícia de dirigir.

Hora de parar para abastecer e almoçar, a cidade é Água Clara. A comida foi bem simples, num lugar rústico e seguimos para Ribas do Rio Pardo e depois, finalmente: Campo Grande/MS. Com um diferencial enorme, a estrada BR 262 depois de Água Clara é boa, bem asfaltada, com acostamento bom e até terceira pista para as subidas mais longas. Esse aspecto tornou a viagem muito agradável e chegamos à capital do Estado de Mato Grosso do Sul ainda dia, graças a Deus; por que a sinalização é péssima e tivemos que parar diversas vezes para encontrar o endereço do hotel Ibis na Av. Mato Grosso. Bem, nos instalamos e jantamos lá mesmo. Com a noite quente e bonita optamos por caminhar um pouco. Descobrimos que havia um city tour com saída às 14 horas no dia seguinte e que há uma feira permanente de artesanato de quarta-feira a domingo a partir das 17 horas; com isso a programação do dia seguinte já estava pronta.

3º Dia


Descansamos até as 9 h e após o café da manhã saímos para rodar a cidade; conhecer o centro comercial e bancário de Campo Grande/MS. Difícil se localizar nessa cidade com pouquíssimas placas indicativas. Depois de rodar bastante, descobrimos que existem duas vias principais: Avenida Afonso Pena e a Avenida Mato Grosso; ambas cortam a cidade interligando saídas para rodovias, são amplas, porém com muito trânsito.
Seguimos para o Shopping para almoçar (fica na Avenida Afonso Pena) é moderno, amplo também e tem todas as lojas de São Paulo). Como não sabíamos se havia estacionamento na saída do city tour, optamos por deixar o carro no shopping e fomos de taxi.
Fica na Avenida Afonso Pena em direção a Avenida Duque de Caxias, avenidas dos quartéis e saída para Aquidauana. O local é designado por Morada do Baís ( sobrenome de uma família importante de lá). É um casarão restaurado, que comporta um museu e um centro de informações turísticas da região.

O sol estava a pino e o calor começava a incomodar; ( não havia conseguido o horário da manhã devido há uma excursão de crianças). Acabamos cobrando bonés e água, pois o ônibus de turismo é aberto e a melhor vista é do andar superior. Nos unimos ao grupo da terceira idade da tarde e seguimos para conhecer um pouco da cidade e da história de Campo Grande/MS. Partida as 14 h e previsão de retorno as 18 h.



Aprendemos que Campo Grande foi fundada por mineiros e colonizadas por eles. Que essas terras originalmente pertenciam a 7 (sete) etnias indígenas diferentes. Que esses índios vivem na periferia da cidade e outros em aldeias pelo estado. A cidade tem um cuidado especial com sua arborização e que não existem mais favelas nesse local.
* No retorno entre Sidrolândia e Campo Grande encontramos quilômetros de acampamentos de beira de estrada na proximidade com a capital, que presumimos serem antigos, pois tem até placas solicitando a diminuição da velocidade em virtude dessa situação social habitacional.
A cidade tem muitos parques e estão construindo um gigantesco aquário futurista para abrigar os peixes da região. Pretendemos retornar para visitar.
Fomos ao Museu Indígena que se localiza dentro do parque de mesmo nome;  nesse local preservam os registros feito por padres missionários, que na qualidade de educadores preservaram e anotaram informações sobre a cultura indígena.




Depois visitamos uma feira de artesanato bem modesta dos índios que se estabeleceram na saída para Três Lagoas (BR 262). Ouvimos uma palestra rápida sobre a vida deles e seus hábitos; compramos uma travessa de barro pra peixe e um abanador, que é traçado numa única folha de palmeira e arrematado no próprio talo da mesma, muito bem feito.
Seguimos para conhecer o centro político administrativo do Estado de Mato Grosso do Sul; pois dentro de uma reserva ambiental fizeram o palácio de governo e todas as secretarias, cada um dentro de uma área específica sem prejudicar a mata nativa e inclusive mantendo os animais silvestres locais.
Retornamos ao ponto de saída já com um trânsito pesado de final de dia, porém com um por do sol maravilhoso. Pegamos o carro no shopping e seguimos para feira de artesanato permanente. Onde serve o famoso sobá, o prato japonês que tem até uma estatua em Campo Grande; essa cidade abriga a terceira maior colônia japonesa do Brasil, que foi para lá a fim de trabalhar na estrada de ferro; e por se tratar de um prato muito nutritivo foi adotado por eles e teve o seu reconhecimento público; nessa feira é servido como prato principal entre outros orientais ( os quentes e frituras). Além de ter mais de duzentos Box que vendem um pouco de tudo. Comemos e andamos muito. Fomos direto ao hotel para dormir.

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